D. Ana Salvador
A passos leves pelo arvoredo vai
Tristonha, soltando longos ais
No semblante está estampada a dor
Sozinha, sem sem um cantinho agasalhador
Amargurada pensa no seu infindo dissabor!
E, com assim está, não vê o beleza
do desabrochar de uma linda flor!.
Senta-se na fria terra
Tão fria quanto seu coração!
Põe-se a pensar
Uma lágrima comprida no rosto põe -se a rolar.
Ergue os olhos para o céu
Pede a Deus numa prece, a coitadinha,
que lhe segure as já trôpegas pernas, tão fininhas!
De viver vagando ao léu.
Que também lhe tire a dor daninha
Dor de viver sozinha.
Dor da saudade do que não tinha
Pois que toda sua vida nada nada semeou!
Conheci esta velhinha,
Sem perspectivas,coitadinha!
Sem brilho nas cãs.
e, carregado o peso de viver SOZINHA!
Vigiano
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Mas eu sempre vigiando
ao pôr da tarde
olhos fechados serenos
mil e uma estrelinhas
piscavam como vaga lumes
subiam como foguetes
em suplica ao Senh...
Há 3 semanas

